nove de espadas

nos pesadelos
em que projetas desperto
teus delírios febris

donde clamam as erínias
a cortar-lhe o fio
da roda fiada

sussurrando-lhe aos
ouvidos temores de trevas
no pântano da culpa

ardente vale
de fogo e lama
dos cantos desesperados

donde aviltas-te
e torturas-te no silêncio
multiplicado pelos gritos

ocos dos vasos
sanguíneos dilatados
e coração dormente

mas, e agora que sentes
a tudo, a ti, ao mundo
o que fazes?

tisífone, alecto e megera,
fúrias mortais, diz-lhes, orestes:
ides à merda!